No cemitério da minha história
erguem-se sepulturas saudosas
vermes estão presentes
na decomposição do meu disfarce
a luta
na busca original
da minha essêcia
não é fácil
a terrsa cobre-me agora
protegendo-me do frio
a mortalha dos meus dias
foi costurada por mãos espertas
a dominar meus atos
tendo ciência da brevidade da vida
desejei reviver
em meus poemas,
nas fotografias dos meus versos
e no mural
cheio de películas finas
tudo
para não morrer
jamais