quarta-feira, 21 de setembro de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
(Willian Shakspeare)
terça-feira, 19 de abril de 2011
O Pecador
(Rodrigo Sena)
Sou o pecador que se apaixonou por você, sou pedreiro e pescador,
e rezo todo dia na capelinha perto de casa, agradeço a Deus por me dar o que comer,
e humildemente peço por você. Aproveito cada minuto do seu lado
e fico todo embaraçado quando você pega em minha mão, mesmo que seja apenas como amigo em hora de oração.
Sou só mais um pecador, que tem a dor daqueles que não tem a mulher amada,
que sonha acordado em casa, em andar com você de mãos dadas.
Sou seu jardineiro e zelador, tenho as mãos calejadas, a pele estragada e a fisionomia cansada,
tenho vergonha da minha cor, mas pra mim isso também não é nada.
Nas procissões vou de joelhos pela estrada, pagando adiantado qualquer promessa,
pra que Deus não se esqueça de olhar pra mim aqui em baixo, eu devo perturbá-lo em seu descanso,
mas dizem que Deus não dorme e eu também estou sempre acordado.
Sou seu faxineiro e tocador, eu sou o amor que você não sente por mim,
eu sou rezador, sou aquele que presta atenção a cada besteira que você fala e que não falo nada,
sou aquele que passa toda à tarde em frente a sua casa, só pra te ver sentada na sala,
eu sem você não sou nada.
O Palhaço do Amor
( Música- Rodrigo Sena)
Sou um artista desarticulado,
sem idéias, dinheiro e sapatos,
conjugue e, conjugado no passado.
Sou o palhaço do amor e do sofrimento,
caio no esquecimento daquelas que tive,
pois faço o papel de detetive ciumento.
Gargalhadas e folias,
como é bom vê-la sorrir,
como dormir sem mentir pra mim que a tenho?
Nada mais sou além de saudade, amor e sofrimento.
sem idéias, dinheiro e sapatos,
conjugue e, conjugado no passado.
Sou o palhaço do amor e do sofrimento,
caio no esquecimento daquelas que tive,
pois faço o papel de detetive ciumento.
Gargalhadas e folias,
como é bom vê-la sorrir,
como dormir sem mentir pra mim que a tenho?
Nada mais sou além de saudade, amor e sofrimento.
DESTINO
E ver em você uma pessoa estranha
Mas, de uma beleza tamanha
Que ira confundir ate o meu despertar
Porque hoje eu sei
Que o tempo que sonhei
Foram momentos que se resumiam
Entre esperanças e decepções
De amores e paixões
Que me levaram ate o teu esconderijo
Meu corpo foi exposto ao perigo
Meu espírito esteve tão aflito
Que eu o via se contorcendo no chão
Sufocado pela ilusão
Que eu alimentava em querer te encontrar
De tanto pensar na morte
Eu quase fiquei louco
Fiz de tudo um pouco
E quando meus olhos procuravam os teus
Eu pude perceber que eles me condenavam
E eu como réu sem defesa
Apertei meu peito em desespero
Enchendo meu coração de culpa Condenando meu próprio ser.
De uma historia que eu quis esquecer
Mas o meu presente de tão vazio que é
Não me deixou escolha Se não viver do passado
Onde você e eu sorríamos ... fingindo que éramos felizes..
(Autor Desconhecido) segunda-feira, 18 de abril de 2011
Com Sentidos
Com sentidos
(EdileneBandeira Cavalcanti)
Quero escrever um poema com a visão queGlobaliza,
Neutraliza,
Analisa,
Internaliza todos os meus sentimentos.
Com a audição que
Socializa,
Harmoniza,
Sintetiza,
Concretiza o meu mais profundo silêncio.
Com o tato que
Avisa,
Traumatiza,
Realiza todas as sensações que ousar sentir.
Com o olfato que
Aromatiza,
Sistematiza,
Singulariza,
Civiliza até o que não sinto.
Com o paladar que
Sensibiliza,
Saturaliza,
Organiza,
Finaliza o poema que não
comecei a escrever:
Então, desisto de fazê-lo porque com palavras simplesmente o tornaria
Sem sentido.
sexta-feira, 18 de março de 2011
À SUA AUSÊNCIA
(Sonally Caetano)A tua ausência
Me amarga à vida
O sabor dos teus beijos
Como o sangue me sacia
Eu quero te provar de novo
Mas percebo que estou vazia.
Provei do que queria
E agora não tenho mais,
Provei o gosto doce,
Mas, o amargo
É o que me satisfaz.
Nosso amor,
Trouxe a minha ascensão
Quero sentir o teu fel
Festejando com minha paixão
Que sentir o teu mel
Completar-se ao me coração
Sinto seu cheiro doce,
De boêmio sedutor,
E tantas coisas na que vida,
Não se sabe se é amor
Senti-los não é pecado
E sim, redenção de quem amou!
Vivi à sua sombra
Retirando de Minh’alma,
Um pedaço de minha vida
Para com você conjuga-la
Percebi que era nocivo,
E vinha como amalgama.
Ganhei esta confusão,
Que fez bem ao coração
E apelando muito além,
Achei a tal redenção,
E sem que perceber-se
Escapou de minha mão.
Como um flash inesperado
Foi assim que aconteceu,
Estávamos abraçados,
E você desapareceu,
O meu amor, e minha vida
Tudo isso esmoreceu.
17-03-2011
Me amarga à vida
O sabor dos teus beijos
Como o sangue me sacia
Eu quero te provar de novo
Mas percebo que estou vazia.
Provei do que queria
E agora não tenho mais,
Provei o gosto doce,
Mas, o amargo
É o que me satisfaz.
Nosso amor,
Trouxe a minha ascensão
Quero sentir o teu fel
Festejando com minha paixão
Que sentir o teu mel
Completar-se ao me coração
Sinto seu cheiro doce,
De boêmio sedutor,
E tantas coisas na que vida,
Não se sabe se é amor
Senti-los não é pecado
E sim, redenção de quem amou!
Vivi à sua sombra
Retirando de Minh’alma,
Um pedaço de minha vida
Para com você conjuga-la
Percebi que era nocivo,
E vinha como amalgama.
Ganhei esta confusão,
Que fez bem ao coração
E apelando muito além,
Achei a tal redenção,
E sem que perceber-se
Escapou de minha mão.
Como um flash inesperado
Foi assim que aconteceu,
Estávamos abraçados,
E você desapareceu,
O meu amor, e minha vida
Tudo isso esmoreceu.
17-03-2011
(Sonally Caetano)É escuro e já não vejo
O que há dentro de ti,
O Medo me apavora
Não posso mais Ter-te aqui.
Quero algo mais Profundo
Quero um Pacto de amor,
Se a morte é que nos leva
Só morrerei de Amor.
Se a vida começa, ela tem que acabar.
A minha vida só Acaba
Se Eu não puder te Amar
Sem você já não sou Nada,
Porque tem que ser Assim?
Escuta, estou chamando (Volta! Volta para mim).
O que há dentro de ti,
O Medo me apavora
Não posso mais Ter-te aqui.
Quero algo mais Profundo
Quero um Pacto de amor,
Se a morte é que nos leva
Só morrerei de Amor.
Se a vida começa, ela tem que acabar.
A minha vida só Acaba
Se Eu não puder te Amar
Sem você já não sou Nada,
Porque tem que ser Assim?
Escuta, estou chamando (Volta! Volta para mim).
segunda-feira, 14 de março de 2011
Bendizes
Auta De Souza por Francisco Cândido Xavier
Feliz de ti se choras e bendizes
A angústia que te oprime e dilacera,
Guardando a luz da fé, viva e sincera,
No coração arcado a cicatrizes!
Ditosa a crença que não desespera
No turbilhão das horas infelizes,
Entrelaçando as fúlgidas raízes
No país da Divina Primavera!
Suporta a sombra que precede a aurora,
Louva a pedrada que nos aprimora,
Trabalha e espera ao teporal violento!...
E um dia, sem a carne em que te abrasas,
Remontarás ao Céu com as próprias asas,
Purificadas pelo sofrimento.
sábado, 5 de março de 2011
Lembro
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Abrigo Eterno'

(Soll Caetano)
Sem você minha vida não faz sentido
Fico andando pelos cantos
procurando abrigo
o abrigo dos teus beijos
o abrigo dos teus afagos
o abrigo dos teus carinhos
o abrigo dos teus abraços
olhando o céu tão lindo
numa noite escura qualquer
percebi como tudo é lindo
e que a felicidade não vem no tempo que se quer
ela vem na doce briza profunda
que nos enche de prazer,
vem no quebrar das ondas
que se vai sem querer
vem no sorrir da criança
que nos alegra sem perceber
concomitantemente nos levando
a uma alegria interna que passeia pelo mundo
procurando uma porta aberta.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
IMORTAL (Suzana Galvão)
No cemitério da minha história
erguem-se sepulturas saudosas
vermes estão presentes
na decomposição do meu disfarce
a luta
na busca original
da minha essêcia
não é fácil
a terrsa cobre-me agora
protegendo-me do frio
a mortalha dos meus dias
foi costurada por mãos espertas
a dominar meus atos
tendo ciência da brevidade da vida
desejei reviver
em meus poemas,
nas fotografias dos meus versos
e no mural
cheio de películas finas
tudo
para não morrer
jamais
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Lembranças
(Rodrigo Sena)
Lembro do velho com o cachorro, do homem na bicicleta, da senhora com o vestido rosa e de me fazer de covarde para ser gentil com você.
Lembro-me de achar que já te conhecia no dia em que conheci você. Lembro quando choramos abraçadinhos, que só de lembrar da vontade de chorar.
Depois da partida a saudade é o que fica nos matando um pouquinho a cada dia.
Lembro do medo que tive de ficar só, do cigarro que você jogou pela metade, para que não pudesse vê-la fumando. Lembro dos milhares de poemas que fiz e não li pra você.
Acho que você nunca gostou de mim o quanto eu gostei de você, mas não faz mal, pois seu pouco foi meu único sonho realizado.
Lembro bem, e como não gostaria de lembrar do dia em que você morreu, de sair correndo e chorando como louco, da areia que cobria seu corpo e de como eu não consegui mais dormir.
Passei a rezar depois disso, toda noite quando deito, se me esforçar bem, acredito que sinto seu cheiro e que o amor que você me deu já foi o bastante para que eu pudesse fazer da minha vida, lembranças.
Lembro-me de achar que já te conhecia no dia em que conheci você. Lembro quando choramos abraçadinhos, que só de lembrar da vontade de chorar.
Depois da partida a saudade é o que fica nos matando um pouquinho a cada dia.
Lembro do medo que tive de ficar só, do cigarro que você jogou pela metade, para que não pudesse vê-la fumando. Lembro dos milhares de poemas que fiz e não li pra você.
Acho que você nunca gostou de mim o quanto eu gostei de você, mas não faz mal, pois seu pouco foi meu único sonho realizado.
Lembro bem, e como não gostaria de lembrar do dia em que você morreu, de sair correndo e chorando como louco, da areia que cobria seu corpo e de como eu não consegui mais dormir.
Passei a rezar depois disso, toda noite quando deito, se me esforçar bem, acredito que sinto seu cheiro e que o amor que você me deu já foi o bastante para que eu pudesse fazer da minha vida, lembranças.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
DESIGNIOS DE DEUS
Quando o AMOR desabrocha
A alma fica agitada
As vibrações lembram as tochas
Nas florestas encantadas
No rosto lhe surge um véu
Cobrindo o olhar profundo,
Cintilando como um céu,
Iluminando seu mundo.
Sonally desabrochou
Na manhã de certo dia
Mas esse dia findou
Todo envolto em nostalgia.
E tudo foi como um sonho
Que ela jamais sonhou
Pois foi um susto tamanho
Que no coração plantou
Sonally, a sua dor
Não chegou nem a nascer
Pairou por alguns minutos
Para depois fenecer
Quem sabe um dia ele volte
No seu ventre e você,
Vai sentir o aconchego
de em seu seio beber
O néctar do amor sonhado
Que no hoje ainda dói
mas Jesus, com seu carinho,
Num novo colo, constrói.
A alma fica agitada
As vibrações lembram as tochas
Nas florestas encantadas
No rosto lhe surge um véu
Cobrindo o olhar profundo,
Cintilando como um céu,
Iluminando seu mundo.
Sonally desabrochou
Na manhã de certo dia
Mas esse dia findou
Todo envolto em nostalgia.
E tudo foi como um sonho
Que ela jamais sonhou
Pois foi um susto tamanho
Que no coração plantou
Sonally, a sua dor
Não chegou nem a nascer
Pairou por alguns minutos
Para depois fenecer
Quem sabe um dia ele volte
No seu ventre e você,
Vai sentir o aconchego
de em seu seio beber
O néctar do amor sonhado
Que no hoje ainda dói
mas Jesus, com seu carinho,
Num novo colo, constrói.
Assinar:
Comentários (Atom)





